Até aqui a campanha estava em bom nível, diria até morna, tanto para governador como para presidente. Mas desde a última semana começou a baixaria, que provoca o nojo das pessoas para com a política e os políticos. Em Brasília foi revelado que na Receita Federal foram violadas informações da filha de José Serra, com utilização de documentos falsos. Nada de surpresa. Lembram do caseiro Francenildo, que denunciou o Ministro Antônio Palloci por festas com mulheres e repartição de malas de dinheiro numa casa em Brasília, denominada de República de Ribeirão Preto? Violaram o sigilo pessoal do caseiro nos bancos. Ninguém foi preso e ficou por isso mesmo. Ou o caso dos petistas que foram apanhados com quase R$ 2 milhões numa sacola para comprar um dossiê com documentos falsos contra Serra em 2006. Também estão todos soltos e bem de vida.
Mas o caso da quebra de sigilo da filha de Serra virou o assunto da campanha. Serra se fazendo de vítima, procura tirar proveito político. Dilma esquivando-se de todas as formas tentando fazer-se de vítima de Serra no caso. O PT blinda Dilma. Mas, afinal, o que seria a prática de violação fiscal ligada a Dilma, para quem já explodiu carro-bomba, participou de assaltos a banco e sequestros?
Aqui nos pampas saiu nesta semana o tiro final de uma ação de três anos. A Policia Federal, depois de 180 dias de investigação, deixou para esta semana, quando faltam 30 dias para a eleição, anunciar a suspeita de desvio de R$ 10 milhões em ações de marketing do Banrisul. O fato passa a dominar a campanha e os alvos são Yeda, que é a governadora e José Fogaça, candidato do PMDB, pois eram indicados pelo PMDB os dirigentes do Banco. Inteligentíssima a ação. Tarso, que está a beira de decidir a eleição em primeiro turno, mata dois coelhos com uma cajadada só e se nega a comentar o fato. É a chave de ouro de um plano bem elaborado, que começou desde o final da última eleição, mas que é maquiavélico. E que um dia poderá render um livro estilo guerra fria.
Alguém pensa que foi casual a ida de Tarso Genro da Educação para o Ministério da Justiça, que comanda a Polícia Federal? Foi a base para aterrorizar o governo estadual com a PF quase que baseada no RS para vasculhar tudo que pudesse ser de proveito. Provocou um terremoto. E de provas concretas nada foi apresentado.
Se for confirmada fraude de alto funcionário do Banrisul, que envolve duas agências de publicidade, que o Rio Grande dê o exemplo que Brasília não nos dá e puna os culpados. E recupere o dinheiro, como quer o presidente do banco.


