Cada vez é maior a preocupação em preservar a história de empresas, famílias, entidades, de municípios. Em Venâncio Aires, por exemplo, temos o Museu e a própria Biblioteca Pública que acumulam acervos impagáveis.
Na prefeitura, não é diferente. Documentos, na maioria das vezes, de processos longos e burocráticos, se empilham em uma sala. Tudo foi guardado até hoje, sem preocupação com descarte correto pelo tempo de guarda, nem com um local apropriado para receber os arquivos.
Foi pensando nesse valor, que a partir deste ano, a prefeitura irá criar o arquivo público. O órgão contemplará não apenas uma nova organização, mas a reforma do local e a designação de um profissional arquivista para a função. Também já se pensa na microfilmagem, um processo de captação da imagem por meio fotográfico ou eletrônico. Estima- se que um microfilme preservado em condições ambientais adequadas tenha a durabilidade média de 500 anos.
Convicta da sua importância cultural, social e histórica, a Folha do Mate, desde o ano passado, trabalha na digitalização total do acervo. Em breve, teremos desde a primeira edição, que circulou em 6 de outubro de 1972, disponibilizada para pesquisa de leitores, aqui na Folha. A digitalização se encaminha para a fase final e deve ser lançada em outubro, durante o aniversário de 41 anos do jornal. Serão mais de 80 mil páginas digitalizadas, que compreendem o período de 1972 a maio de 2004. A partir daí, a Folha passou a contar com sistema digitalizado.
São mais de 40 anos, mais de 4,4 mil edições repletas de informação e que juntas, contam a história de Venâncio Aires.
Letícia Wacholz
leticia@folhadomate.com.br








