Posts com a Tag ‘chimarrão’

Consumo de chimarrão

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Há alguns dias, recebi uma matéria de um jornal da Argentina, o qual afirma que os argentinos tomam em média 100 litros de chimarrão por ano. Conforme o jornal, a quantidade triplica se comparada ao vinho e dobra se comparada à cerveja e ao refrigerante. “Paixão nacional, é uma grande fonte de propriedades nutricionais e medicinais, com o mínimo de calorias”, atesta o jornal.

 
Conversei com o diretor da Escola do Chimarrão, Pedro José Schwengber, sobre o assunto e este me colocou que nós, gaúchos, tomamos muito mais do que 100 litros de chimarrão por ano. “Se nós tomamos mais de 100 litros, então imagina o quanto tomam os uruguaios, que são os que mais tomam chimarrão no mundo”, comparou.
A mesma matéria do jornal fala dos benefícios do chimarrão, que a mateína contém propriedades energizantes. É um alcaloide que estimula o sistema nervoso central, provoca a sensação de bem-estar e aumenta a concentração, entre outros. Schwengber afirma que o jornal apenas confirma o que a Escola do Chimarrão vem divulgando há mais de 10 anos nos mais diversos eventos dos quais participa no Estado e no Brasil. “Basta apenas olhar nossos folhetos de 10 anos atrás onde já afirmávamos os benefícios. É importante que as pessoas fiquem sabendo sobre os benefícios da erva-mate e do chimarrão. Enquanto isso, vamos fazendo nosso trabalho formiga”, resume.

 

Edemar Etges
edemar@folhadomate.com.br

Pedro Schwengber, da Escola do Chimarrão, reafirma os benefícios da Bebida-Símbolo dos gaúchos

Gripe compromete a roda de chimarrão na redação

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Na redação trabalhamos entre 18 pessoas. Destes, 13 estão ‘pestiados’, como diz o vocabulário popular. Nariz escorrendo, tosse, espirros. É ‘atchim’ pra todo lado, o que por sinal, é muito comum neste período de temperaturas alternadas.

 
O ambiente fechado e com mais pessoas aumenta o risco da gripe. E o que notamos e comentamos ontem aqui no jornal, é o quanto o nosso chimarrão, companheiro diário, acaba sendo um facilitador de contágio, afinal, passa de mão em mão e de boca em boca.

 
Aqui, alguns estão sendo mais resistentes, mas outros já preferem não tomar o mate amargo até que se cure da gripe. Nossa roda está comprometida.

 
E assim como está acontecendo aqui, outras empresas, comércios e escritórios acabam tendo o mesmo problema. O vírus passa, facilmente, de uma pessoa para outra.
Aqui estamos abrindo as janelas, usando o álcool gel que sempre é disponibilizado pela empresa e infelizmente, ‘maneirando’ no chimarrão.

 
Algumas pessoas acreditam que através do chimarrão não passa o vírus da gripe. Alguns até argumentam que as bombas com bico de ouro e prata impede isso. Mas não há nada oficial sobre o assunto. Em uma consulta breve que fiz ao Dr. Google, na internet, diversos médicos e especialistas afirmam que apesar do chimarrão ser preparado com água quente, a temperatura (recomendada) da água não chega à fervura e portanto não é suficiente para matar o vírus.

 
Então, o alerta serve a todos nós, gaúchos, que temos o chimarrão como nossa bebida-símbolo e o inverno (que está chegando dia 22) de temperaturas baixas. Saúde!

 

Letícia Wacholz
leticia@folhadomate.com.br

Apesar das risadas para a foto, os cuidados estão sendo levados à risca pela redação

Bebida símbolo da hospitalidade gaúcha

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Costumeiramente divulgo as principais atividades desenvolvidas pelo escritório municipal da Emater/RS-Ascar. Também, aproveito alguns assuntos que são tratados pelos técnicos nos programas semanais de rádio. Um deles foi produzido pelo técnico agrícola, Luis Antônio Marmitt, e que trata sobre o chimarrão, origem, hábitos, costumes e benefícios. O texto também vem ao encontro do trabalho desenvolvido pela Escola do Chimarrão, que percorre o Estado e o País e por meio do projeto, a Estrada da Escola, além de falar dos benefícios, ensina o preparo de 36 modelos diferentes de chimarrão.

O texto de Marmitt diz o seguinte:

O chimarrão é um legado do índio Guarani. Sempre presente no dia-a-dia, ele se constituiu na bebida típica do Rio Grande do Sul, ou seja, na tradição representativa do nosso pago. Também conhecido como mate amargo, como bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado sem açúcar, preparado em uma cuia e sorvido por meio de uma bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta nativa das matas sul-americanas, inclusive daqui do Rio Grande do Sul.

O homem branco, ao chegar no pago gaúcho, encontrou o índio Guarani tomando a ‘caa’, que é a erva-mate, em porongo, sorvendo a ‘caá-y’ bebida do mate, o chimarrão, por meio do tacuapi, uma bomba primitiva feita de taquara pelos guaranis.

O chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de resistência cultural espontânea. Os avios ou os apetrechos do mate constituem o conjunto de utensílios usados para fazer o mate. Os apetrechos são fundamentalmente a cuia e a bomba. Quando a cuia é nova, é necessário curti-la antes de começar a matear. Para tal, é necessário enchê-la de erva-mate pura ou ainda misturada com cinza vegetal e água quente, que deve permanecer de dois a três dias, mantendo a umidade, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. O uso da cinza é para dar maior resistência ao porongo. Após o tempo determinado, retira-se a erva da cuia e, com uma colher, raspa-se bem o porongo, para retirar alguns baraços que tenham ficado.

O chimarrão, segundo institutos de pesquisas internacionais, é um tônico estimulante do coração e do sistema nervoso. Elimina os estados depressivos, conferindo aos músculos maior capacidade de resistência à fadiga sem causar efeitos colaterais. Após estudos realizados sobre os efeitos fisiológicos exercidos pela erva-mate concluíram que o emprego da infusão aumenta as forças musculares, desenvolve as faculdades mentais, tonifica o sistema nervoso, regulariza e regenera as funções do coração e respiração, facilita a digestão e determina uma sensação de bem estar e vigor no organismo, sem acarretar depressões ou qualquer efeito colateral no organismo, como a insônia, palpitações ou agitações nervosas provocadas por outras bebidas similares, permite como bom alimento (natural) que sejam suportadas as fadigas e a fome.

O chimarrão pode servir como bebida comunitária, apesar de alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo a sós. Embora seja cotidiano o seu consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. O chimarrão é símbolo da hospitalidade sulista: quem chega como visita em nossa casa, é recebido logo com uma cuia de chimarrão. A água não pode estar em estado fervente, pois isso queima a erva e modifica seu gosto. Deve apenas esquentar o suficiente para ´chiar` na chaleira. Enquanto a água esquenta, o dono ou dona da casa prepara o chimarrão. Há quem diga que isso acaba estabelecendo a hierarquia social dos presentes. Porém, é unânime o entendimento de que tomar chimarrão é um ato amistoso e agregador entre os que o fazem. Enquanto você passa o chimarrão para o próximo bebê-lo, ele vai ficando melhor. Isso é interpretado poeticamente como você desejar algo de bom para a pessoa ao lado e, consequentemente, às outras que também irão beber o chimarrão.

O preparador, além de prepará-lo para outras pessoas poderem apreciá-lo, é o primeiro a beber, em sinal de educação, já que o primeiro chimarrão é o mais amargo. Também é de praxe o preparador encher novamente a cuia com água antes de passar a cuia, para as mãos de outra pessoa que depois de sugar toda a água, deve também renovar a água antes de passar a cuia ao próximo presente, não se esquecendo de tomar o chimarrão totalmente, fazendo a cuia ´roncar`.

Podemos afirmar que o chimarrão é a inspiração do aconchego, é o espírito democrático, é o costume que de mão em mão, mantém acesa a chama da tradição e do afeto, que habita os ranchos, os galpões dos mais longínquos rincões do pago do sul, chegando a ser o maior veículo de comunicação. O homem do campo passou o hábito para a cidade, até consagrá-lo regional. O chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de resistência cultural espontânea.”

Edemar Etges

edemar@folhadomate.com.br

 

Pelo projeto A Estrada da Escola, chimarrão é divulgado pelo País pela Escola do Chimarrão

 

Entre o mate e o compasso, a força da tradição

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Reverenciado em prosa e verso, o amigo de todas as horas – o chimarrão – ontem, 24, comemorou o seu dia. Talvez um pouco tímido, pela sua importância, mas ele independente do tipo rende o congraçamento entre  os povos, que aprenderam a sorvê-lo.

 
A Capital do Chimarrão, que tem na sua história inúmeros pontos que lhe prestam homenagem no dia a dia – está agora voltada à essência do mate – através da Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim). A partir do dia 3, durante dez dias, os venâncio-airenses se entrelaçam para fazer jus à bebida simbolo dos gaúchos que projeta o município no cenário estadual e até fora dele.

 
O Dia do Chimarrão e do Churrasco foi instituído por lei em 20 de junho de 2003, de autoria do deputado Giovani Cherini (PDT-RS), e por sugestão do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), em homenagem à fundação, do pioneiro CTG 35, em 1948.

 
Dizem os antropólogos que o fenômeno social em relação ao cultivo das tradições gaúchas, é algo sem precedente, onde grupos de pessoas nos mais diferentes pontos do planeta comungam dos mesmos ideais, cultivam os mesmos ritos e festejam as mesmas efemérides que nós gaúchos. E junto destes usos e costumes, a presença dele – o Chimarrão. Dizem os poetas que a cuia passada de mão em mão, acalma os corações,  aproxima pessoas de todas as raças e crenças, e também estimula a paz.

 

Beatriz Colombelli
beatriz@folhadomate.com.br

Venâncio quer entrar para o Guinness

quarta-feira, 7 de março de 2012

Embora ainda não tenha sido anunciada oficialmente, a programação da12ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) promete boas e inovadoras atrações. Organizado pela comissão de Cultura, Desfile e Lazer do evento, o desfile temático que vai contar a história dos 121 anos do município é uma das atividades de destaque. Além de mostrar as potencialidades de Venâncio na Osvaldo Aranha, por meio da apresentação dos distritos, a manhã de 11 de Maio vai propôr um desafio: fazer com Venâncio Aires entre para o Guinness Book, com o maior número de pessoas tomando chimarrão.

Em entrevista para a Folha do Mate na semana passada, a coordenadora da comissão e também secretária de Cultura, Esportes e Turismo, Cleiva Heck, disse que a principal alegoria do desfile será  a cuia. Além de quem desfilar, pessoas que assistirem à atração serão convidadas a tomar o mate amargo e participar de um grande brinde de chimarrão.

Frente à importância do mate amargo na cultura e no dia a dia dos venâncio-airenses, colocar o nome da Capital do Chimarrão no Guinness é uma maneira de registrar a grandiosidade e a força da tradição que une pessoas em torno de uma cuia. Preocupada em fazer com que tudo funcione, a comissão está pensando nos detalhes da atividade. Cada pessoa que desfilar será credenciada, com nome completo e número do documento de identidade. Além disso, os participantes terão um termo com autorização do uso de imagem, já que as fotos poderão ir para o livro dos recordes.

Com o empenho da comunidade, é bem provável que Venâncio consiga registrar seu nome e a tradição que o move no Guinness. Ano passado, Vera Cruz entrou para o livro com a maior polonese do mundo. A dança reuniu 320 participantes na edição da gincana da cidade, em maio do ano passado.

Juliana Bencke
juliana@folhadomate.com.br

Ideia é reunir o maior número de pessoas tomando chimarrão, no centro da cidade, no dia 11 de Maio

Novo conceito do chimarrão

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dentro do projeto ‘A Estrada da Escola’, o Instituto Escola do Chimarrão vem difundindo um novo conceito da bebida típica dos gaúchos. Durante 24 dias do mês de setembro, foram 28 eventos em 14 municípios. Neste período, destaque a participação na 34ª Expointer de Esteio, nos dias 5 e 6 de setembro. O projeto também foi levado para o município de Nova Prata e, durante a Semana Farroupilha, para outras cidades gaúchas e na capital.

Neste período, acompanhei o trabalho em Esteio e em Nova Prata e, mais uma vez, pude comprovar que a escola é o diferencial nos eventos que participa. Na 34ª Expointer, o estande foi o espaço mais visitado. Mais de 120 mil pessoas adentraram ao chimarródromo. Foram distribuídos mais de 15 mil litros de água quente e mais de 1,6 mil quilos de erva-mate. A participação na feira teve o apoio e patrocínio do Instituto Gaúcho de Folclore e Tradições (IGTF), Prefeitura de Venâncio Aires, Sindicato das Indústrias do Mate do Rio Grande do Sul (Sindimate) e das empresas Bortonaggio, de Garibaldi, e Incoterm, de Porto Alegre.

Tanto nas palestras proferidas na Expointer, quanto na Casa de Cultura de Nova Prata, o diretor executivo, Pedro José Schwengber, explicou os benefícios e propriedades medicinais da erva-mate e ensinou novos modelos de preparo do chimarrão. Ele colocou que a Escola do Chimarrão tem uma jornada solidária, falando da sua trajetória desde que foi criada em 1998, seu ingresso em 2002 e que em 2004 foi transformada em organização não governamental. “É um trabalho de resgate da cultura da erva-mate e da magia que o chimarrão proporciona. É um hábito salutar, sem falar da importância social, cultural e econômica”, frisou. Salientou que as pessoas tomam chimarrão sem saber porque e muitas não sabem prepará-lo. “Apregoamos que não tem chimarrão errado, e sim, errado é não tomar chimarrão. Se ele já dura mais de 500 anos, no mínimo, é uma coisa boa. O Brasil e o mundo não tomam chimarrão porque o gaúcho não o conhece”.

Nas palestras, Schwengber explicou que a erva-mate tem praticamente todas as propriedades medicinais e vitaminas para o organismo humano. Salientou que não tem nenhuma outra planta no mundo que se compare à erva-mate. Comparou o chimarrão ao vinho, que também faz bem à saúde devido as suas propriedades medicinais, mas que não se pode exagera na sua ingestão diária. “O chimarrão é um rejuvenescedor celular. O chimarrão, a cada dia, está ficando mais importante, mas muito ainda tem a ser feito”.

Prática

Durante as palestras, em conjunto com a professora Liliane Pappen, Schwengber ensinou o preparo de diversos modelos de chimarrão, destacando a importância da cuia, onde devem ser tomados alguns cuidados na hora de se adquirir uma e após o seu uso.

Quanto à erva-mate, sempre observar a data de fabricação e não tanto a de validade. A qualidade, o sabor, a cor dependem de uma série de fatores como a condução da lavoura até a exposição nas gôndolas nos mercados. É um produto muito sensível e, dependendo da forma como é exposta nas prateleiras, perde a qualidade. Outro detalhe a ser observado é a questão das ervas que contêm açúcar, onde na embalagem deve constar a sua adição.

Também determinante, a temperatura da água deve ser de 70 graus Celsius, além da qualidade. Schwengber explicou os fatores que fazem a bomba entupir, sendo eles bombas de péssima qualidade, entupidas ou, excesso de erva na cuia. Defendeu que cada um tenha um termômetro para medir a temperatura da água, informando que já existem no mercado termômetros específicos para isto. Quando a água ferve, perde o oxigênio se tornando mais pesada e impropria para o chimarrão. Uma série de benefícios e propriedades são liberados a partir dos 60ºC.

Edemar Etges

edemar@folhadomate.com.br

Estande da Escola do Chimarrão foi o espaço visitado na 34ª Expointer

Público se surpreendeu com as diversas formas de preparo do chimarrão

Lixeira em forma de cuia tem defensores

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A polêmica sobre a lixeira em forma de cuia, me parece, esteve mais presente na mídia do que entre a população. A enquete da semana passada do site folhadomate.com demostra divisão quase exata (diferença de apenas 0,8% entre pessoas que concordam e discordam), o que demonstra que a ideia, como um todo, não é absurda. Até porque outras 16% afirmaram que independente das posições, qualquer iniciativa de propor formas de reforçar a cultura do chimarrão no Município é válida.

Tudo iniciou durante solenidade de abertura da Semana do Meio Ambiente no Município, quando protótipo da lixeira foi apresentada à imprensa, com a proposta de instalar em alguns pontos da cidade. O objetivo era fortalecer a imagem da Capital Nacional do Chimarrão. Em vista da polêmica, o prefeito Airton Artus se adiantou e anunciou que a ideia não será implementada.

Mas vamos aos resultados da enquete: dos 382 internauta que participaram, 42,3% aprovaram a ideia, por realmente reforçar a imagem da Capital Nacional do Chimarrão, e 41,6% reprovam, pois consideram que a utilização de uma cuia como lixeira degrada a imagem do chimarrão.

Contrato com o Hospital

Na enquete desta semana, o site folhadomate.com quer saber que pensa sobre a proposta do Executivo Municipal de Venâncio Aires em vender o prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para aumentar o valor do contrato com o Hospital São Sebastião Mártir para R$ 850 mil. São duas opções oferecidas: ‘Concordo, pois a saúde é prioridade e o contrato com o Hospital precisa der renovado o quanto antes’ e ‘Não concordo, pois o Município deve repassar ao Hospital somente recursos possíveis no orçamento’.

Participe! Acesse o site folhadomate.com e vote!

Caco Villanova

caco@folhadomate.com.br

O mate mais rápido do mundo

terça-feira, 10 de maio de 2011

A bebida típica de Venâncio Aires tem garantido prestígio além das rodas de chimarrão do município. No sábado, 7, por meio da série semanal ‘Beleza Interior’, o jornal Zero Hora destacou a Capital Nacional do Chimarrão e o preparador mais rápido da bebida no mundo: Pedro José Schwengber. Com um texto divertido e no seu estilo característico, o escritor Fabrício Carpinejar descreve não apenas o diretor executivo da Escola do Chimarrão, mas também toda a cultura venâncio-airense enraizada no mate amargo. Além do orgulho bairrista, vale a pena conferir o texto para conhecer um ponto de vista peculiar sobre o município. Inclusive, porque o próprio objetivo da Zero Hora, com a série, é mostrar um olhar diferenciado – por meio da observação de Carpinejar – sobre pessoas, costumes e lugares do Rio Grande do Sul. Basta acessar http://carpinejar.blogspot.com/2011/05/o-chimarrao-mais-rapido-do-mundo.html.

Juliana Bencke

juliana@folhadomate.com.br

Pedro Schwengber é personagem da matéria sobre Venâncio Aires na série 'Beleza Interior', da Zero Hora

Chimarrão por todo o pago

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Com o tema ‘Chimarrão, um novo conceito’, o Instituto Escola do Chimarrão tem andado pelos quatro cantos do Rio Grande do Sul. Somente no primeiro trimestre de 2011 participou de eventos em 13 municípios, como São Pedro do Sul, São Gabriel, Porto Alegre, Severiano de Almeida, Gravataí e Novo Hamburgo. O diretor executivo Pedro José Schwengber revela que foram atendidas mais de 68 mil pessoas, provenientes de mais 140 municípios.

Pelo sexto ano consecutivo e com a parceria do Sesc, o Instituto Escola do Chimarrão participou do projeto Estação Verão e levou o chimarrão a sete praias do litoral gaúcho, já estando contratado para 2012. Schwengber frisa ainda que em parceria com a Souza Cruz, a escola participou do projeto Música em Movimento nas cidades de Frederico Westphalen, São Pedro do Sul e Cachoeira do Sul, sendo contratada pela empresa para participar em novembro no mesmo projeto em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

Em todos estes eventos – que somam 21 em 2011 – a escola dá ênfase à bebida típica do Rio Grande do Sul e a bebida símbolo de Venâncio Aires, promovendo o chimarrão por seus benefícios.

Edemar Etges

edemar@folhadomate.com.br

Pedro Schwengber explica as propriedades do chimarrão aos veranistas

Um patrimônio que é daqui

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nucva lança produtos culturais que trazem estudos sobre o chimarrão

O lançamento do projeto ‘O Patrimônio Imaterial do Chimarrão: O Chá da Amizade’, nesta quinta-feira, 18, marca um importante momento na vida cultural da cidade. A partir de agora, a bebida que nos dá título de Capital Nacional poderá ser conhecida pelo Brasil inteiro. Por iniciativa do Núcleo do Cultura de Venâncio Aires (Nucva), foram realizados estudos sobre a bebida nas áreas de história, química, filosofia, biologia, antropologia, teologia e pedagogia.

O trabalho de pesquisa e elaboração do material durou três anos e o resultado poderá ser conferido na forma de livreto, CD-ROM e dois DVDs. Eles formam o chamado ‘kit chimarrão’. Em breve, esses produtos culturais estarão disponíveis em bibliotecas e instituições de ensino de todo o Brasil. O patrocínio é da Petrobras, a aprovação é do Ministério da Cultura e o orgulho é nosso!

Diana Azeredo

diana@folhadomate.com.br