Schabat é condenado por atentado 'a bala' em 2004

Integrantes do conselho de sentença de Venâncio Aires se reuniram ontem, no Salão do Tribunal do Júri, para analisar uma tentativa de homicídio ocorrida dia 4 de abril de 2004, na localidade de Linha Sapé. Os réus Dário Schabat Machado de Oliveira, 25 anos, Odair José da Silva, 30 anos, e Lotário dos Santos, o Toquinho, já falecido, eram acusados de envolvimento no atentado contra o agricultor Juarez Paulo Linck, que não foi ferido.
Em plenário, Linck disse que saia da festa comunitária com sua moto, quando alguns indivíduos tentaram agarrá-lo. Ele disse que acelerou e conseguiu fugir. Como estavam armados com dois revólveres, os homens atiraram na sua direção seis ou sete vezes, mas não o atingiram. Linck referiu que Toquinho era um dos que atirou, mas não podia precisar quem estava com a outra arma. No entanto, não soube dizer o que teria motivado o incidente.

Em seu depoimento, Schabat, que se encontra recolhido no Presídio Central, em Porto Alegre - foi preso na semana passada, em Santa Maria, acusado de porte ilegal de arma e tráfico de entorpecentes -, relatou que estava na festa com os amigos, mas negou qualquer desavença com a vítima, que estivesse armado e de ter ouvido tiros. Silva, que já cumpriu pena por tentativa de homicídio, confirmou a presença na festa e mencionou que escutou tiros do lado de fora do salão, mas não viu quem atirou, tampouco alguém armado.

Os réus foram defendidos pelo defensor público Alvaro Fernandes, de Porto Alegre. Ao final, as quatro mulheres e três homens que formaram o júri entenderam que Silva não teve participação e o absolveram. Schabat acabou condenado a dois anos, um mês e dez dias, em regime aberto. A acusação foi feita pelo promotor Júlio César de Melo e os trabalhos presididos pelo juiz João Francisco Goulart Borges.

A próxima sessão ocorre dia 18. O réu Boaventura Luís da Silva senta no banco dos réus para responder a um crime cometido às 20h30 do dia 31 de agosto de 2003, em Linha Taquari Mirim. Segundo a denúncia, ele tentou matar a tiros Júlio André Veiga. O réu será defendido pela Defensoria Pública Liseane Harttmann.

HEISSLER
Para o dia 8 de abril está agendado o julgamento dos denunciados pela morte do vereador Milton Heissler, ocorrida na noite do dia 22 ou madrugada do dia 23 de dezembro de 1997, em Vila Sampaio, interior de Mato Leitão. A sessão deverá ser realizada na Câmara de Vereadores, a partir das 9h, e julgará os réus Dionísio Konrad, o Coco, e Nestor José Fortes, o Ratão. A defesa está a cargo do escritório Montini Advogados.

Nesta sessão, conforme acordado anteriormente entre Poder Judiciário, Ministério Público e defesa, somente pessoas credenciadas terão acesso. A sessão, se confirmado o local (as salas que seriam usadas para refeições e votação estão em obras), também poderá ser acompanhada pela internet, no site da Câmara de Vereadores (www.camaravenancioaires.com.br). A data e local da distribuição das credenciais ao público serão divulgadas posteriormente. Imprensa, autoridades, acadêmicos de Direito e demais convidados terão local reservado para assistir ao julgamento, que tem duração estimada de 20h.
Copyright 2009 Folha do Mate - Todos os direitos reservados.