Foi lançado oficialmente na manhã de ontem, o projeto ‘Alfabetizar: um novo mundo que se abre’. A iniciativa da Administração Municipal, a partir do programa federal ‘Brasil alfabetizado’ pretende erradicar o analfabetismo de Venâncio Aires.
O objetivo inicial da Secretaria Municipal de Educação (SME) é proporcionar o letramento para 650 pessoas. Na presença de secretários municipais, representantes de escolas e comunidades que sediarão as aulas, integrantes de clubes de serviço e da imprensa, a pasta divulgou os primeiros passos da caminhada.
“Saber ler e escrever não é um privilégio. É uma questão de direito e de dignidade”, afirmou a coordenadora pedagógica da SME, Alice Theis. Tendo em vista essa motivação e o estímulo de proporcionar liberdade aos não-alfabetizados, através do letramento, o projeto inicia em 6 de outubro.
Embora o índice de analfabetismo do município seja abaixo do nacional, a proposta é de que os 3,6% sejam erradicado. Segundo Alice, o projeto de alfabetizar, aproximadamente, 2 mil jovens, adultos e idosos, é audacioso. O sucesso da iniciativa depende da mobilização da comunidade. “Queremos daqui a quatro anos poder dizer que Venâncio Aires sabe ler e escrever”, ressaltou.
O primeiro desafio é identificar quem são e onde estão os não-alfabetizados. Para isso, a coordenadora do projeto, Andréia Cassuli, salientou a importância das parcerias. O mutirão que estava previsto para hoje mas foi transferido para o dia 11, devido ao mau tempo, contará com a participação do Léo Clube e das agentes de saúde. Através deles e da equipe da secretaria, será possível encontrar essas pessoas e explicar sobre o projeto.
O convite deve ser estendido, recolocando a oportunidade do conhecimento e da liberdade, para os não-alfabetizados. “Não são eles que devem se envergonhar da situação, é a sociedade”, frisou Alice.
Emocionada, a responsável pela pasta, Rosange Lehmen de Moraes, disse que os 2 mil venâncio-airenses que não leem e escrevem vivem no silêncio. Segundo ela, a tristeza, a vergonha e o preconceito com o qual convivem, os excluem da sociedade. “O nosso compromisso é quebrar esse silêncio”, afirmou. Para ela, o verdadeiro desenvolvimento é aquele que acontece para todos.
Complementando a fala da secretária, o prefeito Airton Artus enfatizou que esse momento simboliza um novo tempo. A avaliação externa do governo, conforme ele, não será alterada com o projeto mas a sua importância fará a diferença no município. “As coisas que um governo faz a mais, são aquelas feitas com o coração”, sintetizou.
Mutirão
No próximo sábado, 11, o mutirão buscará os não-alfabetizados entre as 9h e as 16h. Os bairros e vilas da cidade, além da zona rural, integram o roteiro do programa. A expectativa da SME é visitar até 1,5 mil residências. Em cada casa, os voluntários irão explicar a metodologia e o objetivo do projeto e cadastrar os interessados.
As aulas acontecerão duas vezes por semana, em comunidades e escolas, com alfabetizadores. Além do material didático, os alunos receberão merenda e transporte escolar, para quem reside a mais de dois quilômetros da sala de aula mais próxima.
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