Prevista para acontecer na quarta-feira, 10, foi adiada para amanhã, 12, a reunião extraordinária da Associação de Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp). O encontro tratará da doação de terreno para o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), que será utilizado na construção do Hospital de Pronto Socorro (HPS) regional. Espera-se que, na data, reúnam-se os representantes dos 14 municípios no gabinete da prefeita de Santa Cruz do Sul, Kelly Moraes, para que seja tomada a decisão do local para a implantação da unidade. Participam também representantes do Legislativo.
Até o momento, cinco municípios, além de Venâncio Aires, posicionaram-se a favor da construção do HPS na Capital Nacional do Chimarrão. Enquanto Vale Verde e Passo do Sobrado acreditam que Venâncio esteja passos à frente de Santa Cruz no que diz respeito ao credenciamento antecipado e à disposição de uma área para a construção, os prefeitos de Herveiras, Boqueirão do Leão e Pantano Grande assinaram termo que declara seu posicionamento favorável à obra em Venâncio Aires.
As cidades de Rio Pardo e Vale do Sol priorizam que o HPS seja construído em Santa Cruz do Sul, embora a Câmara de Vereadores e a assessoria de imprensa santa-cruzense adiantem que não há nada definido no que diz respeito à construção na cidade. Na tarde da segunda-feira, 8, Kelly e o vice-prefeito Luiz Augusto Costa a Campis estiveram reunidos com lideranças municipais para discutir a questão. Estabeleceu-se um consenso entre os presentes em relação à cautela quanto a decisão do tema, acreditando que sejam necessárias mais discussões relativas aos custos que a manutenção do hospital poderá acarretar. O receio do município baseia-se na probabilidade de custos que terá que bancar, caso haja inadimplência por parte de algum dos municípios beneficiados e as verbas estaduais e federais não sejam repassadas.
Na tarde da terça-feira, 9, uma houve uma reunião discreta entre a atual prefeita e o secretário estadual de Relações Institucionais e ex-prefeito santa-cruzense, José Alberto Wenzel. Ao colocar-se à disposição do Executivo municipal, ele defendeu a construção em Santa Cruz, alegando que o medo de possíveis custos com a manutenção do complexo não devem tornar-se empecilho. A reunião pode ter modificado a visão santa-cruzense da implantação do hospital na cidade. No entanto, a prefeita se pronunciará sobre o caso somente amanhã, durante a reunião da Amvarp.
As prefeituras de Vera Cruz, Candelária, Encruzilhada do Sul e Mato Leitão não tomaram partido perante a discussão, mas aguardam o desfecho do debate e ressaltam a importância da unidade de saúde, tanto em âmbito regional quanto estadual.
Vice-prefeito e secretário municipal do Planejamento, Giovane Wickert alega que Venâncio Aires, em nenhum momento, teve a intenção de disputar a localização do HPS, mas sim contribuir para que o complexo saia do papel. No entanto, antecipa que a cidade dispõe de um terreno, doado por um empresário, para a implantação do Hospital de Pronto Socorro.
O presidente da Cisvale e também prefeito de Sinimbu, Mário Rabuske, que visitou áreas em Venâncio, esclareceu que a decisão será tomada na reunião, a partir do posicionamento de Santa Cruz. Caso a prefeita Kelly Moraes se oponha a sediar o HPS, Venâncio Aires, automaticamente, será a responsável pela cedência da área. Ele ressaltou a importância dessa decisão para o início da concretização do projeto, destacando, que os acertos referentes aos custos da manutenção, serão o próximo passo, decidido conjuntamente entre os municípios beneficiados.
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