Cultura

Em junho, projetos para restaurar Edifício Storck serão apresentados

09/03/2010 09:53:28    Zoom_mais Fonte_normal Zoom_menos   Print   Mail    

Foto 1 / 2 Diana Azeredo
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Tombado, o Edifício Storck é protegido pela lei e não pode simplesmente ser 'reformado'
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Projeto entre Nucva e curso de Arquitetura da Feevale apresentará propostas para restaurar a constru

O leitor da Folha do Mate, Telmo Mylius, sugere uma pauta para esta série de reportagens. Ele observa que o Edifício Storck, onde está localizado o Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (Nucva), apresenta problemas em sua estrutura. Sem questionar o trabalho da entidade, Mylius apenas cita casos como a falta de pintura na fachada e a água que fica acumulada na sacada.

 

Diretora técnica do Nucva, Angelita da Rosa reconhece que a estrutura requer melhorias. A canalização das sacadas se encontra defeituosa e, por essa razão, acumula água que, em demasia, pinga sobre a calçada. O teto, de estuque, é constituído por um armação de talos de madeira. Essa construção sofreu quedas nos últimos anos.

 

No entanto, Angelita frisa que o Edifício Storck não corre risco de cair. “O prédio está estabilizado”, ressalta. Inclusive, os trabalhos para a manutenção do acervo e organização de exposições seguem normalmente.

 

A diretora também salienta que o Nucva está atento à situação. “Existe, sim, uma preocupação nossa em relação a esse problema”, diz. Tanto que, em setembro do ano passado, um convênio entre o curso de Arquitetura da Feevale e o Nucva possibilitou o início de um projeto para restaurar e reciclar o uso do prédio.

 

Em visita ao Edifício Storck, os acadêmicos levantaram dados a respeito da construção. Medidas, dimensionamentos e necessidades de uso foram registrados e reunidos em trabalhos para avaliar a situação do prédio. Dessa atividade didática, serão organizados 20 projetos para reformar e garantir melhorias à edificação.

 

A previsão, segundo Angelita, é que em junho esses estudos sejam apresentados em exposição no Museu. A partir de então, será eleito o projeto mais viável para restaurar a estrutura. Com o plano diretor em mãos, a busca por patrocínio é facilitada e, dessa maneira, as ações ganham impulso.

 

A diretora lembra que o Edifício Storck foi erguido em 1929, quando as técnicas de construção eram outras. Essa diferença deve ser considerada antes de implementar qualquer ação. Reboco e tinta, por exemplo, precisam ser produtos e combinações específicas.

 

Por ser um patrimônio tombado, os cuidados são redobrados. O termo 'reforma' nem pode ser utilizado, já que as características originais devem ser mantidas. Após ser incluído no registro histórico, o prédio fica protegido pela lei.

 

Devido a esses aspectos, a restauração não se torna um procedimento barato. Assim como o material e as técnicas empregadas, os profissionais também precisam ser especializados para trabalhar nas obras.

 

No entanto, Angelita reforça o otimismo em relação às futuras ações. Ela reconhece que, se o Edifício Storck não tivesse sido comprado pela comunidade e tombado pelo Nucva, ele nem existiria hoje. “E é louvável quando a população se preocupa com situações como essa”, complementa.

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