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Tabaco é tema de encontro entre SindiTabaco e ITGA

09/03/2010 09:50:46    Zoom_mais Fonte_normal Zoom_menos   Print   Mail    

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, recebeu o chefe executivo da Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA), António Abrunhosa, na quinta-feira, 4, por ocasião da 10ª Expoagro Afubra. Eles conversaram sobre a preocupação do setor quanto à aprovação dos artigos 9º e 10º da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco. Os itens versam sobre a proibição do uso de adicionantes na produção do cigarro.

Também foi alvo de comentários a lei sancionada no Canadá sobre a proibição de tabacos tipo Burley e Oriental. “Esse país não possui uma produção e consumo significativos destes tipos de tabaco, responsáveis pela variedade de sabor e pelo gosto do cigarro american blend”, revela. O Brasil, entretanto, é o terceiro maior produtor de Burley. Malawi está no topo da lista, seguido pelos Estados Unidos.

“O Brasil é um país crucial nesta questão porque participa do grupo de trabalho que aprovará ou não tais artigos em novembro, no Uruguai”, afirmou. Antes disso, no final de março, os grupos de trabalho se reúnem para discutir sobre os tópicos. A grande barreira para esclarecer o assunto, de acordo com Abrunhosa, é a falta de comunicação. “A própria Organização Mundial da Saúde não possui conhecimento técnico e laboratórios preparados para fazer as medições sugeridas. Quem tem o equipamento e capacidade para tal são as indústrias. Como eles não aceitam o contato com a indústria, fica difícil uma decisão acertada. Não pode se tomar uma decisão “porque parece ser”, é preciso ter certeza”, esclareceu. “Trazer luz sobre assuntos como este está na pauta de objetivos da ITGA. Busca, assim como o SindiTabaco, o reconhecimento da ala governamental sobre a importância econômica e social do tabaco e o impacto que tais artigos teriam, caso aprovados definitivamente”, relacionou Schünke.

O momento é de contatos estratégicos e troca de informações. “Os governos precisam saber o que está acontecendo e a maior parte dos ministros que deveriam estar envolvidos em uma situação como esta, não tem conhecimento do assunto. É preciso esclarecer que o Burley e o Oriental são tipos de tabaco que fazem parte de 75% dos cigarros consumidos no mundo. Bani-los seria o mesmo que terminar com toda a produção de tabaco e a principal fonte de renda de milhares de pessoas”, disse Abrunhosa.

ENTENDA

Com o objetivo básico de reduzir de maneira contínua e substancial a prevalência do consumo de derivados do tabaco e a exposição à fumaça do tabaco, a Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco foi ratificada pelo Brasil em 2005. Em 2010, dois grupos de trabalho se reúnem novamente, no Uruguai. O Brasil faz parte do grupo de trabalho principal, liderado pelo Ministério da Saúde.

“Uma das condições transcritas na ata de ratificação da Convenção-Quadro pelo Brasil, assinada em 2005 por seis ministros, é de que o país concordaria com sua participação desde que as resoluções não afetassem a produção e o negócio do tabaco. O Ministério da Saúde parece não ter ideia do efeito dos artigos sobre a economia brasileira. Outros ministérios deveriam estar envolvidos nesta discussão”, concluiu Abrunhosa. Conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação de tabaco em 2009 representou 2% do total das exportações brasileiras no período.

ITGA

Uma delegação da Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA) composta por 30 representantes do Brasil, Argentina, Colômbia, Portugal, República Dominicana e Estados Unidos, visitou o SindiTabaco na manhã da quinta-feira, 4. O presidente Iro Schünke apresentou a entidade e o mercado de tabaco na Região Sul do Brasil, base territorial que abrange a atuação do Sindicato. O intercâmbio de informações pautou o encontro.

CASA CIVIL

Schünke, juntamente com representantes da Abifumo, Afubra, Câmara Setorial e do governo municipal de Santa Cruz do Sul, participou de encontro com a secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, em Brasília. A reunião aconteceu na terça-feira, 2, e foi pautada pelos últimos acontecimentos com relação às ações da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco. A discussão foi em relação aos artigos 9º e 10º e, em especial, sobre a adição de ingredientes na produção de cigarros. A posição da secretária foi objetiva e coerente, garantindo a análise, levando em consideração os diferentes posicionamentos e repercussões sobre o assunto. (AI)

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